
Os pais notaram que as flores estavam desaparecendo do túmulo do filho e novas estavam aparecendo em seu lugar: eles decidiram instalar uma câmera — e viram algo horrível

Os pais idosos visitavam o cemitério todos os dias, cuidando do túmulo do filho de 17 anos. Eles o cuidavam com amor — trazendo flores frescas, varrendo cuidadosamente o caminho e acendendo velas.
Mas logo notaram algo estranho. As flores que haviam deixado desapareciam. Em seu lugar, surgiram outros buquês — completamente diferentes, frescos, lindamente arranjados, com pequenos bilhetes sem assinatura.
A princípio, pensaram que era um engano. Talvez alguém tivesse confundido os túmulos? Mas, à medida que isso começou a acontecer dia após dia, o desconforto deles se tornou insuportável.
Todas as manhãs, eles chegavam mais cedo, na esperança de encontrar o visitante misterioso. Mas em vão — nunca viam ninguém.
Durante sua vida, o filho quase não teve amigos. Era um menino quieto e introvertido que passava a maior parte do tempo em casa, em frente ao computador. Os pais simplesmente não conseguiam imaginar quem se importaria tanto em manter sua memória viva.
Por fim, o pai decidiu instalar uma pequena câmera escondida — cuidadosamente escondida entre as flores para que não fosse notada.
No dia seguinte, eles assistiram à gravação. O que viram os deixou em choque total.

Na tela apareceu uma jovem — esguia, de cabelos longos e uma jaqueta escura. Ela caminhou até o túmulo, removeu delicadamente as flores velhas, limpou a poeira da lápide e colocou um novo buquê.
Então ela se agachou e olhou por um longo tempo para a fotografia do menino, seus dedos trêmulos tocando suavemente o vidro.
Ela estava chorando. Sussurrando palavras que a câmera mal conseguiu capturar:
— Sinto sua falta… sinto tanto sua falta…
Os pais ficaram profundamente comovidos. Nunca tinham visto aquela menina antes.
Poucos dias depois, reunindo coragem, decidiram esperá-la no túmulo. E quando ela reapareceu, segurando flores nas mãos, a mãe se aproximou. A menina se assustou, mas não fugiu.
— Vocês são… os pais dele? — ela perguntou suavemente.

— Sim… e você… quem é você, querida?
A menina baixou os olhos.
— Eu era namorada dele. Ficamos juntos por quase um ano. Ele me pediu para não te contar — ele tinha medo que você não aprovasse.
Ela contou a eles como eles costumavam fazer caminhadas juntos, sonhavam em estudar na mesma universidade e como ele lhe dava margaridas — as mesmas flores que ela agora levava para o túmulo dele.
Os pais ouviram com lágrimas nos olhos. Perceberam que nunca souberam da coisa mais importante — que seu filho havia amado e que, em sua curta vida, havia experimentado ternura e alegria.


